O ultimo de 2008

É, o último dia do ano... e como sempre, é a mesma coisa de todos os anos! [Exceto pelo fato de só passarem desenhos de Halloween na tv! rs]. Todos desejam mais uma vez todos aqueles votos que desejam todos os ano, pessoas se tornam amiguinhas e felizes [mas só até dia 1°, depois voltam ao normal] e é aquela chuva de scraps de 'Feliz Ano Novo" no Orkut.



Não vim aqui hoje falar sobre pessoas ou o que elas fazem... vim apenas dizer que 2009 pode ser um ano de renovação e de alegrias novas, novas vivências e experiências incríveis, de muita paz e aventuras, inovações e sonhos... e muito mais. Para isso só precisa de uma coisa: Acreditar!



Então... Enjoy e ... Chega mais 2009!



Feliz 2009!!


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A Saudade

Convenhamos, a saudade bate quando menos se espera. Hoje estava olhando as fotos do meu Orkut e acabei relembrando dos colegas que ficaram quando mudei de Campus na facul de letras [e ainda estou devendo uma visita a eles!].
Curioso como o saudosismo nos trás aquela sensação nostálgica que, ao invés de nos deixar tristes ou felizes, nos deixa num meio termo. Não fica-se nem triste nem feliz... Mas é uma sensação que acho gostosa de sentir.
Sentir saudade é uma coisa boa, não importa saudade do quê. É bom, pois assim vemos que aquilo nos cativou de verdade... Às vezes nem esperávamos.

Ai, ai... Quer saber? Vou curtir meu 'momento nostalgia' aqui ao som de Coldplay, e outra hora volto. Até.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O que é o Natal?

Bem, eu ia escrever sobre a moda de escrever errado, maaaas, um episódio de "A nova escola do imperador", no Disney Chanel, e depois de uma conversa com minha mãe.
Bem, no desenho, episódio natalino, e em vez de Natal, eles tinham um "presental". Eis aí o ponto da questão: o que virou o Natal se não uma data do comércio como o dia das mães, dos pais, das crianças [que também é da Padroeira do Brasil], Páscoa, ... e tantas outras datas. Tudo sempre gira em torno do comércio.
O verdadeiro significado destas datas está se perdendo, pois ninguém pode viver sem o presente de um velho gordo e que usa roupas inapropriadas para o clima nacional. Ai de quem aparecer numa festinha de Natal sem o presente daquela pessoa, ou daquelas pessoas... Presentes. Tudo se resume a isto...

Natal é mais. A vida é mais. No Natal comemora-se o aniversário Dele. Não é data de comércio... é hora de comunhão, união, respeito, confraternização e muitos outros sentimentos que devem ser partilhados. Mas não em apenas um ou dois dias do ano... mas em todos. Afinal de contas não custa tentar viver mais fraternalmente.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Natal, Natal, Nataaal!!


Ahhh o Natal...

Rabanada, peru, castanhas, rabanada, pernil, pudins, rabanada, pavês, castanhas, vinhos, rabanadas...

Família, amigos, conhecidos, desconhecidos e mais rabanada.


Grande época essa. Querendo ou não muita gente fica mais generosa e gentil. As crianças são iludidas por uma perversa mentira do mundo capitalista. Todos sonham com presentes.

As filas são enormes, supermercados e lojas lotados, espaço nas ruas é impossível.

Mas ainda assim ama-se essa data. Muitos pelos presentes, muitos pela comida, outros pela reunião de todos, alguns pelo Noel, e alguns outros pelo verdadeiro significado da data.
Seja por qual motivo for, Natal é uma linda época. Eu, particularmente, amo o Natal. Toda a idéia do Nascimento de Cristo, todos juntos festejando, e a parada de 'paz na Terra aos homens de boa vontade' sempre me contagia.
No Natal vá além de presentes e comida, semeie por aí um pouco de bondade e generosidade [como isso anda em falta hoje em dia]. Não se apegue a presentes, mas a pessoas, e curta o melhor que esta data pode te oferecer, multiplicando isso por cada dia.
E, aproveitando...
Feliz Natal!!!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Féeeeeeeriaaaaas!!

Depois de meses a fio estudando e ralando finalmente as merecidas, sonhadas, relaxantes, planejadas, doces e... TEDIOSAS férias.

hahahha

Ó, cruel ironia do destino!

sábado, 20 de dezembro de 2008

La Vida es Sueño

"[...]¿Qué es la vida? Un frenesí. ¿Qué es la vida? Una ilusión, una sombra, una ficción, y el mayor bien es pequeño; que toda la vida es sueño, y los sueños, sueños son."
Calderón de la Barca

sábado, 29 de novembro de 2008

"Quantos quase nós não somos"

Outro dia na aula de Literatura Portuguesa, em meio a pensamentos distraídos, ouvi esta frase "Quantos quase nós não somos". De certa forma essa farse me tocou.
Somos sempre 'quase os melhores', tiramos 'quase uma boa nota', somos 'quase educados', somos 'quase amados', 'quase odiados', 'quase felizes'.
Assim se deica a vida passar, de 'quase' em 'quase' se vive.
E, quer saber, esse texto quase foi bom.
Quem sabe tenha sido uma idéia quase boa.
Quem sabe eu seja uma quase escritora ou uma quase intelectual.
Quase, quase, quase...

Pare pra pensar: quantos "quase" você não é?

sábado, 22 de novembro de 2008

Você é o que você escolhe ser.

Cara, já cansei de ouvir as pessoas dizendo que é isso ou aquilo outro.
Que não é feliz, que não sabe o que fazer.
Que a culpa é de alguém, que alguém errou.
Que é assim e não sabe o porquê. E assim vai...
Cansei de ver, escutar, e consolar pessoas assim.

Tem aquele ditado básico "o pior cedo é o que não quer ver". Exatamente o que ocorre com esse tipo de pessoa. Não vê o que é, e que é assim por sua própria culpa. Consciente ou inconscientemente a pessoa optou por ser assim e cabe a ela própria mudar. Não adianta dizer, ela não quer ver.

Agora vou complementar o ditado: "o pior cedo é o que não quer ver", pior ainda é o que vê mas opta por nada fazer.
Irritante. A pessoa é de tal forma, sabe que é culpa sua, mas o que faz? NADA.
fica estagnada nisso, se dá por vencida. Requer a pena de todos. Coitada dela, ela tem problemas... Pera aí, todos temos, mas ela quer ser vitimizar por isso. Uma espécie de golpe baixo para que os outros tenham pena, uma chantagem emocional.

Hoje vi isso numa pessoa. O eterno sou assim e não sei mudar, a culpa é de alguém. Nem lutar contra ela não tenta, prefere colocar a culpa em alguém... é triste.

"0 homem é precisamente o que ainda não é. O homem não se define pelo que é, mas pelo que deseja ser."
(ORTEGA Y GASSET, 1963).

-

Bem, acho que to perdendo a habilidade de escrita de tanto tempo sem postar. Nem sei se alguém lê ainda isso aqui... mas se lê, assim que der eu volto pra escrever algo!

domingo, 19 de outubro de 2008

Eee.. Culpado!

Voltei antes do que pensava... mais uma vez condições favoráveis. Mais uma vez, então, vim escrever uma coisa meio que sem nexo, mas que pra mim faz sentido... mesmo que todos discordem de mim! Afinal, escrevo, por incrível que pareça, pra mim... Os comentários são apenas o resultado de um dia que, por acaso do destino, o texto tenha saído bom! rs

Bem, porque esse título? Simplesmente por que muitos não juízes fazem isso todo o tempo, julgam mas pessoas ao modo que querem. Primeiramente e antes que qualquer coisa seja dita: não é que eu também não julgue pessoas, mas eu apenas procuro ver primeiro os meus erros antes de condenar alguém a eterna culpa diante dos meus olhos [eterna culpa até eu perdoá-la, pois quem sou eu pra culpar alguém pra sempre... rs].

Mas, voltando, as pessoas gostam de julgar. Julgam pra disfarçar o quanto são pequenas, erradas, por serem julgadas, por querer esconder dos outros seus próprios defeitos ou para procurar nos outros defeitos maiores que os seus? Não sei, só sei que julgam, e o fazem muito. Essas pessoas podiam aproveitar o tempo que estão muito ocupadas, julgando alguém e a condenando ao mármore do inferno, pra fazer não só uma auto-análise de si, mas também ver o que pode ser mudado em si próprio. Sabe, um aprimoramento do ser [coisa filosófica! rsrs].

Devo admitir que nessa parte ando meio falha. Até vejo meus próprios defeitos, mas é difícil corrigi-los. Não que seja fácil pra alguém, mas muitas vezes é questão de se tentar com vontade. Não ando com vontade ultimamente de fazer nada que me exija muito sacrifício ou esforço [já basta as faculdades e o trabalho], mas buscar o aprimoramento do espírito é a meta da humanidade então lá vou eu! [Tentar pelo menos. Não dói tentar mudar].

Talvez se todos buscassem esse aprimoramento ao invés de achar os defeitos dos outros as coisas fossem um pouco melhores... quem saberá? [eu e minhas teorias de como mudar o mundo...].

PS.: Bem, não precisa comentar [ler já é castigo suficiente!]. Zoa...

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Por isso eu corro demais?!

Resolvi aparecer! Aproveitar que as circusntancias me são favoráveis pra escrever... rs


Bem, quem me conhece sabe que vivo correndo de um lado pra outro, sempre atarefada, atrazada, ou com algo importante por fazer. Assim são meus dias. Devo dizer que, mesmo as vezes cansada disso, estou acostumada. Acho que sempre fui atarefada... [mas sempre tive um tempinho pra ficar de boresta também, tempo este que ultimamente me é mais escasso].


Hoje, nesta bela segunda feira de primavera, onde o Sol em meio as nuvens cinzas criou um lindo efeito na folhagem das plantas, acordei meio em cima da hora pra faculdade. Tomei café, me arrumei correndo, e, por ter acordado tarde, perdi o trem das 8h. Depois, já no trem, a maquinista [sim, era uma mulher!] avisa que o trem seria vistoriado e que quem quisesse podia trocar de trem, e lá fui eu, já atrasada. Chegando na Central corri pra pegar a última kombi [depois das 9 e 40 não há mais kombis e o bus passa uma vez na vida e outra na morte]. Pronto, cheguei à Universidade, depois de uma corridinha básica até a sala [quase morri subindo a a escadaria da Ladeira do Sufoco], e, chegando lá, vejo que não haveria nem aula nem prova! Bastava apenas assinar a lista de presença e ir embora. Corri tanto pra assinar uma lista que poderia ser assinada até as 11 e 40.


É, depois disso tudo percebi que as vezes se corre demais por coisas de menos. As vezes deixa-se de apreciar a paisagem [e a companhia] pela pressa do dia-a-dia. Sabe, tem horas que vale a pena chegar atrasado uns minutinhos... Pontualidade demais também mata! [exceto em dias de prova!! rs]

E agora? Bem, agora vou com toda a calma do mundo regressar a minha casinha, andar como quem não quer nada e relaxar um pouco afinal, amanhã tem prova!!


Até a próxima.
=]

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

"Manipulariedade"

"Manipulariedade": se não existe passou a existir! Neologismo meu.
Pra que? Definir o que nos cerca. É tudo tão manipulável.
As pessoas arrumam meios de manipular situações pra se dar bem, doa a quem doer.
Manipula-se informações a fim de se beneficiar com as mesmas.
Manipulam-se pessoas para que tudo seja como querem que seja.

Não vivemos uma liberdade, e sim uma "liberdade".
Não fazemos o que queremos, apenas o que somos induzidos inconscientemente a fazer.
Muitas vezes me irrita isso. Mas é assim que se vive nesse mundo... somos todos guiados pelo cabresto sem saber.

sábado, 13 de setembro de 2008

Os Anjos

Os Anjos

Legião Urbana

Composição: Renato Russo

Hoje não dá
Hoje não dá
Não sei mais o que dizer
E nem o que pensar


Hoje não dá
Hoje não dá
A maldade humana agora não tem nome
Hoje não dá

Pegue duas medidas de estupidez
Junte trinta e quatro partes de mentira
Coloque tudo numa forma
Untada previamente
Com promessas não cumpridas

Adicione a seguir o ódio e a inveja
As dez colheres cheias de burrice
Mexa tudo e misture bem
E não se esqueça antes de levar ao forno
Temperar com essência de espirito de porco
Duas xícaras de indiferença
E um tablete e meio de preguiça


Hoje não dá
Hoje não dá
Está um dia tão bonito lá fora
E eu quero brincar


Mas hoje não dá
Hoje não dá
Vou consertar a minha asa quebrada
E descansar

Gostaria de não saber destes crimes atrozes
É todo dia agora e o que vamos fazer?
Quero voar pra bem longe mas hoje não dá
Não sei o que pensar e nem o que dizer
Só nos sobrou do amor
A falta que ficou

sábado, 6 de setembro de 2008

Tempo... ?!

Entrei aqui hoje planejando escrever sobre uma coisa e acabo escrevendo sobre outra, uma que vêm me afligindo ultimamente (e desde sempre!): O Tempo.
Pra uns ele passa beeeeeem de vagar, pra outros (eu!!!) corre mais rápido que o The Flash.
Essas enrolações com tempo me deixam louca, quando penso que tenho cinco minutos, ma verdade estou cinco minutos atrasada! rs

Essa subjetividade que o tempo tem traz muitas indagações a todos, todas iguais e diferentes ao mesmo tempo.

Quer saber, vivemos presos demais no "tempo", somos tão controlados por ele. Determina a hora de sair, hora de comer, hora de dormir... E pobre de quem desafiá-lo, corre o risco de sofrer as consequências depois.

Minha falta de tempo anda me impedindo de muitas coisas (entre elas escrever aqui)... Mas não me deixo abater, resistir à ditadura imposta pelo tempo é preciso! rs

Mas agora vou indo, já passou da minha hora de dormir e já não tenho mais tempo pra ficar aqui. Qualuer dia que o Sr, Tempo me permitir apareço pra escrever algo decente aqui! rs

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Professor pobre e cientista rico.

"Professor pobre é pleonasmo¹,
Cientista rico é paradoxo²."

Todos riram numa turma de Licenciatura em Letras quando a professora disse isso em sala, sabem que é a verdade. "Melhor rir pra não chorar". Pra que valorizar a educação e a ciência no País do Futebol??

1- Pleonasmo: repetição de um termo, ou reforço de seu significado.
2- Paradoxo: proposição aparentemente absurda, resultante da união de idéias contraditórias.

(PASCHOALIN, Maria Aparecida. SPADOTO, Neuza Terezinha. Minigramática. São Paulo: FTD, 1997.)

sábado, 30 de agosto de 2008

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Realmente é muito difícil de se entender a mente humana. Pessoas pisam, mentem, enganam, trapaceiam, magoam. A troco de que? Nada! Apenas se acharem as maiorais de seus mundinhos. Mundos de perversão, afirma convictamente.

Enquanto algumas pessoas pisam a troco de nada, humilham e são soberbas e ignorantes gratuitamente, outras aceitam isso, com uma certa e grande revolta, mas aceitam. São benevolentes demais, preferem agir assim em busca de uma paz que talvez nunca exista. Pobres sonhadoras. Será que elas não vêem o mundo como é?

Talvéz ate o vejam sim, mas sua busca por uma utopia inatingível as faz tentar não ser reciprocas a esse mundo de maldades e falsidades que a cercam. Mesmo que isso as machuque, e muito, em silêncio. Pobres dessas pessoas. Tenho pena delas, sofrem por ideais ou filosofias de vida arbitrários à lei vigente.

Será que um dia elas serão reconhecidas? Será que seus esforços não serão em vão? Será que seu sonho é possível? Um dia quem sabe. Por hora lhes resta viver a vida, como esta lhes é imposta. uma vida onde o malévolo sempre vence, e isso me deixa indignada.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

I-da-des

A idade é algo muito relativo para as pessoas.
Acham-se novos.
Acham-se velhos.
Acham-se infantis.
Acham-se maduros.
Acham-se inseguros.
Acham-se prontos.

É estranho, conheço pessoas que aparentam mais do que tem, outras que aparentam menos. Aos 17, achavam que eu tinha 15. Alguns acham que sou mais nova que minha irmã dois anos mais nova que eu.
Muitas vezes não me sinto com a idade que tenho, as vezes acho que tenho menos.
Não vejo as pessoas com a idade que tem, as vezes as vejo com mais.
Agora estou achando que o que realmente importa não é a idade que se tem, mas sim a idade que você se considera. Minha avó tem 81, mas muitas vezes parece bem mais nova que qualquer garotinha de 20 anos.
Vinte... Daqui a pouco estou lá. Pensar nesse número me induz à uma palavra: velha. Velha porque? Porque terei 20. Mesmo pensamento que me ocoreu quando fiz meus 19.
A coisa mais importante? Posso até ter 19, mas acho que ainda sou aquela criança que corria por aí e subia em árvores!

domingo, 24 de agosto de 2008

Indo pela conversa.

Rapaz, impressionante como uma conversa nos mostra coisas.
Conversando se vai muito alem do simples conhecer superficial, conhece-se muito sobre idéias, ideais e atitudes.
Com uma conversinha se quebram esteriótipos e preconceitos.
Assim, jogo rápido, em pé mesmo, alí como quem não quer nada.
Assim surgem grandes ideais.
Assim se vê quem realmente as pessoas são.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Criatividade há 1000!!

Isso mesmo, a criatividade há uns 1000 km de distancia de mim!
Putz, esses últimos dias tem sido assim: vazios.
Não me aparece um nada na cabeça pra escrever, um nada pra fazer, um nada de nada...
Nem esse post é criativo!
Plagiei a idéia.
Nooossa, a coisa ta feia mesmo.
Talvez coisa demais pra se pensar.
Aí gente, se alguém tiver sobrando, pode me emprestar um pouco de criatividade?

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Computador

Mas não é que é! rs

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O Beco

Poema do Beco
Que importa a paisagem, a Glória, a baía, a linha do horizonte?
— O que eu vejo é o beco
Manuel Bandeira
Uma visão limitada;
Uma força alienadora;
Pensamentos reprimidos;
Mentes manipuladas;
Falta de liberdade;
Cegueira à realidade.
Assim eu vejo o Beco. E você?

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Amizade.

Num dia de Fevereiro de 2001 duas meninas iniciaram a 7ª série, numa escola nova pra ambas. Escola que trazia certas expectativas pra ambas. O novo: novas pessoas, novos professores, novos colegas. A primeira delas chegou cedo pra sua aula, veio trazia pelo pai, e ao chegar na sala, talvez por sua timidez, deu uma profunda olhada a sua volta e se afundou na cadeira, escondendo seu rosto por entre os braços cruzados na mesa e seu cabelo comprido com franja. Sua franja lhe permitia espreitar quem passasse sem que as pessoas percebessem isso. Ela viu algumas pessoas passando, pessoas que seriam seus colegas de classe, mas por ser tão retraída, nesse primeiro dia ela preferia sentar-se só. Nas escolas quem é diferente da maioria costuma ser alvo de piadas, e ela por ser muito magra e alta pra sua idade algumas vezes era, por isso talvez um certo receio de seus novos colegas.

Eis que ela chega, uma menina um pouco mais baixa que ela, longos cabelos sorriso simpático senta a seu lado e decide puxar conversa. As suas se tornaram inseparáveis na escola, sempre juntas. Nem o período de férias escolares sem se falar esfriou a amizade. Assim se passou a 7ª e a 8ª chegou. Uma delas pensou em tentar a carreira militar, a outra teve medo de perder a amiga. Fim do ano de 2002 e a decisão: ambas fariam normal, juntas!

E o normal e inicia. Alguns colegas iguais outros novos. Professores inesquecíveis e outros indiferentes na nossa formação. Seminários brilhantes, trabalhos difíceis, estágios intermináveis e relatórios e mais relatórios. Camisa branca, saia de tergal pregueada, meia 3/4, estrela, lenço em forma de nó e broche da escola [este último só no 4º ano, rs]. Quatro anos assim, mas é claro que o 4º e último foi o mais difícil: vestibulares, carga horária maior nos estágios, mais e mais seminários, formatura e, ele, o medo do fim. Eram 5 anos juntas, tempo demais pra se acabar assim com uma formatura. Mas em fim a formatura chegou, e com ela a despedida. Não, não nossa despedida, mas da escola que nos juntou.

Veio 2007 e mesmo não se falando tanto como de costume elas procuravam se falar quando podiam (de vez em nunca! rs), mas isso não esfriou a amizade. Agora 2008 segue da mesma forma. As vezes nem parece que moramos a 20 minutos de ônibus uma da outra, como ela diz, mas a grande amizade é maior que nossos horários e afazeres tão diferentes e instáveis. Mas isso tudo me serviu pra uma coisa, saber que uma grande amizade não pode ser atrapalhada por objetivos e metas diferentes.

A amizade existe na diversidade, alegria, sofrimento, dúvida, distância, incerteza, nos dias de sol e de chuva, ou naqueles em que não se tem nada a fazer a não ser andar sem rumo em um por-do-sol. Isso que vi nesses 7 anos.

Acho que tudo isso é uma forma de eu dizer Feliz Dia do Amigo meio atrasado, mas a intenção que vale! rs

Então...



Nath, Feliz Dia do Amigo!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Errar?

Errar não é humano!*
(*Depende de quem erra.)

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Estamos todos na caverna de Platão

"Estamos todos na caverna de Platão."


Essa foi a seguinte frase que ouvi hoje na aula. O Mito da Caverna, de Platão, sempre se mostra muito atual e pertinente. Concordo com o que foi dito por minha colega de classe [que não conheço, rs], estamos todos nessa caverna, ou estivemos lá. Sair dela pode não ser fácil, mas não é impossível.

Uns se dão por satisfeitos com o lugar onde estão.

Outros até tentam sair, mas desistem no meio do caminho.

Tem os que estão a beira de sair da caverna, mas optam por não ir além do que foram.

E, finalmente, há os que saem da caverna e vêem o mundo que existe além.

Infelizmente não é a maioria que sai da caverna. Os que preferem ficar à beira da saída estão em quantidade maior do que os que saem, e por alí já estarem já se acham com suficiente conhecimento sobre tudo, o suficiente para questionar os que fora estão questionamentos sem relevância ou insuficientemente fundados. Os que ficam pela metade do caminho se acham muito sábios, por já terem saído do fundo da caverna, embora nunca tenham visto a luz fora dela. Por sua vez, os que nunca saíram do fundo da caverna se acham sábios, afinal a caverna é o lugar deles e tentar sair dela é loucura.



Vemos isso a todo instante por onde vamos. Seja como for, rumar para fora da caverna deve ser nossa meta, sem nunca esquecer-se de até Sócrates reconhecia sua ignorância com uma de suas frases mais conhecidas: "Sei que nada Sei".



quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Agosto!

Um novo mês! mais um mês.
"Agosto mês do desgosto", Não concordo!
Esse Agosto vem pra mim com muita expectativa. Como esperei por ele. Vem coisa nova com ele, e tudo o que é novo reluz a nossos olhos.
Tem um certo brilho, um certo charme, um certo encanto.
O novo nos atrai. Esse Agosto é novo pra mim.
Esse novo traz aquele sentimento de tudo será bom, tudo será legal, o dia finalmente chegou.
O novo muitas vezes tem esse poder sobre nós.
O novo nos envolve, e por vezes só conseguimos pensar nele.
O novo, por vezes, traz aquele sorriso repentino.
O novo é aquilo que muitas vezes traz a esperança de volta.
Viva o novo!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Janela do Trem

Pela a janela a Central, Prefeitura do Rio, Correios,...
Prédios altos, prédios em construção...
Quinta da Boa Vista... Barracos
Maracanã, Cristo,Prédios... Barracos

Incrível como o luxo e a pobreza ficam tão perto no Rio, um aparentemente ignorando a existência do outro.

E assim a composição ruma em direção ao terminal Japeri.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Árvores na parede.

É, parece que minhas viagens de trem tem me motivado a escrever.
Início de período acadêmico, Japeri lotado todo dia, Busão cheio... fora acordar de madrugada [não se deveria acordar antes das 8!]!
Eis que essa semana, enquanto ia tranquilamente imprensada num cantinho do trem cheio, admirando a paisagem pela janela, algo me chamou a atenção.
Primeiro aqueles muros bem antigos, época do império acho, ainda feitos de óleo de baleia e pedras... mas o mais interessante não era bem o muro, e sim o que crescia nele. Haviam árvores crescendo no muro!

Já havia visto árvores crescendo em frestas, telhados, asfalto, mas nunca num muro!

As raízes se espalhando pelo muro na vertical, a árvore crescendo viçosa... Um conjunto muito belo de se apreciar. Apesar de toda a dificuldade de crescer em condições adversas, alí estão elas. Algumas não resistem, viram galhos secos e retorcidos.
As que sobrevivem são belos espécimies, exemplos a serem seguidos. Venceram mesmo com todas as adversidades, e alí continuam a crescer mostrando serem verdadeiras vencedoras.

Não desistir, mesmo na adversidade... Temos muito o que aprender com essas árvores!

sábado, 26 de julho de 2008

Shopping Universitário

Som ambiente
Cinema
Lanchonetes
Loja de acessórios
Boutique
Papelaria
Farmácia
Cabeleireiro
Livraria? Não. Fechou pra dar lugar à loja de acessórios.
Pessoas pra todos os lados...

Não, não é um shopping, é uma universidade. A universidade nem mesmo é dentro de um shopping, o shopping que é dentro dela.
Incrível a evolução do ensino universitário. Não se apenas estuda numa universidade, como pode-se também desfrutar dos confortos da sociedade capitalista, não?
Depois de duas aulas, faço um lanchinho, pego um cineminha, olho umas vitrines e ainda sobra tempo pra ir à secretaria.

Adoro essa vida acadêmica!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Expectativas de uma quarta-feira.


Dia 22 de Julho, início do período acadêmico na universidade e dia de expectativas.
Acordei cedo e peguei o trem rumo à Central, junto com meu pai [Os pais levam os filhos no primeiro dia de aula.. rs]. Um Trem cheio com trabalhadores, estudantes, pregadores, mulheres, homens, crianças, jovens... [surpreendentemente sem vendedores].
Pessoas que estavam alí por diversos motivos, bem arrumadas ou não, cheirosas ou não, felizes ou não. Pessoas diferentes, situações diferentes, pensamentos diferentes.
O meu estava focado na universidade e no que encontraria lá.

Esperava encontrar lá filinhos de papai usando marcas caríssimas m pouco na cabeça. Esperava professores mais rígidos e sérios, sem aquele coleguismo no olhar.Esperava um Campus super bem organizado [e com metade do tamanho que tem]. Esperava uma super infraestrutura. E finalmente, esperava me achar perdida naquele mundo onde tudo era pra mim desconhecido.

Central. Depois de uma leve enrolação, eis que pego o ônibus. Lá me concentrei na paisagem... Eram 8 da manhã, chega de expectativas um pouco.

Finalmente o 401 entra na Rua do Bispo e eu chego [atrasada!] a universidade. Não senti lá tão estranho como imaginava. Peguei meu horário e fui pra uma sala do 3° andar no bloco D.
Subi a ladeira do Sufoco [é esse o nome mesmo!]e entrei no Prédio. Corredores... Salas... De uma certa forma me lembravam o meu antigo Campus. Chegando no corredor da sala qual não é minha surpresa ao encontrar um rosto conhecido. Uma colega que se formou comigo no Normal. Nós e um aluno, meu pai, e uma professora de outra turma conversávamos enquanto esperávamos minha professora. As 8 e 14 desistimos e fomos ver se teria mesmo a aula. Desorganização! A sala havia mudado e não avisaram.
Quando finalmente chegamos na sala 607 do bloco J encontrei uma turma com pessoas comuns, uma professora bacana [pelo menos até agora.. rs] e tive uma 1ª aula muito tranquila.

Depois dessa aula descobri mais desorganizações... Não se pode confiar nem mesmo no seu horário de aulas fornecido pela universidade. Tentei ir à gerência academia e: Lotado! E assim retornei a minha casa depois do 1° dia de aula. Não foi o que esperava totalmente, mas não foi pra mim decepcionante.

Julguei o livro pela capa, e aparentemente me enganei. Fazemos muito isso sempre. Esperamos uma coisa, e acaba sendo diferente.
Esperamos que as pessoas sejam de uma forma...
Esperamos que as coisas saiam de uma certa maneira...
Esperamos muitas vezes que o que esperamos aconteça.
E por vezes acabamos nos decepcionando com o que vemos.

Esperar demais de algo acaba muitas vezes trazendo frustração... e essa frustração pode se transformar em outras coisas [revolta, indignação, raiva...]. Tem gente que espera demais de coisas que não são como ela quer.

Uma coisa aprendi há muito tempo: aprendi a não esperar demais de algo ou alguém, pois a decepção pode acabar sendo inevitável.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Vícios


Hoje, enquanto esperava impacientemente a manutenção do orkut acabar, me dei conta do quanto esse vício me consumia. Todos temos vícios... Isso é mais do que óbvio e desnecessário de ser dito. O que algumas pessoas não se dão conta é do quanto esses vícios mexem com nosso dia-a-dia.

O ser humano é Suscetível a vícios. Nos viciamos com tudo:
Pessoas,
Lugares,
Musicas,
Internet,
Coisas proibidas,
Comida,
(...)
E assim a lista vai...

Nos deixamos demais nos levar por isso. Alguns vícios são bons, agradáveis, nos levam a relaxantes horas de distração. Outros, parece que não, mas quando menos esperamos nos trazem o maior prejuízo seja emocional, físico ou financeiro!].

Não importa muito o tipo de vício... mas sim como ele nos envolve e nos faz por vezes esquecer do mundo a nossa volta... por vezes nos leva a outros lugares, transforma coisas... trás novidades e vivências...
Ou como ele destrói e devasta... Traz falsas ilusões e sacrifícios... pesadelos e infelicidades...

Até onde levamos nossos vícios, ou eles nos levam?

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Tudo de novo...

Esta é a primeira eleição municipal que votarei, mas não é a primeira que 'participarei'. Não que faça parte de algum movimento politico ou coisa do tipo, mas eleição passada mesmo não votando me dediquei a campanha do canditado a prefeito que eu Julgava ser o melhor (e tenho certeza que não me enganei), debatia com colegas, até trabalhar na elição trabalhei... [rs]Mas dessa vez eu vou participar da 'festa da cidadania' de forma mais efetiva, na urna.


É, mais uma vez eleições,
Mais uma vez estardalhaço,
Mais uma vez pelo 'cara certo',
Mais uma vez a lixarada pelas ruas,
Mais uma vez as mesmas mentiras.

Escolher canditados se tornou uma Mega Sena, se vc acertar na combinação de números terá talvez o grande premio: um admistração melhor pelos proximos 4 anos. Mas sempre nos deparamos com as combinações não muito boa [péssimas], que rouba, mata, desvia, finge, corrompe e engana... e adivinha que sempre ganha? Justamente eles! Parece que o povo se cega e vê apenas o que é mostrado pelos pilantras.

Vejo as mesmas caras e carecas e nada muda... as mesmas caras sempre ganham, nada fazem e ludibriam a população, e esta parece adorar isso.
Eis que um dia aparece uma cara nova, a mudança. Muitos se impolgam e o elegem por suas exelentes propostas. A mudança começa, mas não na velocidade em que todos queriam, primeiro era necessário concertar a casa... Mas o que importa fpi que a mudança começou! E nas eleições o que acontece? Muitos fingem não ver nada, fingem que nada mudou e muito piorou e que com as carecas velhas era muito melhor.

Sinceramente gostaria de entender essas pessoas. Pessoas que foram beneficiadas por mudanças que preferem acreditar que as velharias são melhores... Vendem seus votos e com eles suas qualidade de vida e esperança numa sociedade melhor.

sei que enquanto Rosinhas, Garotinhos, Henriquinhos, Carequinhas, MM's, e etc's forem eleitos e consagrados pelo povão [e pelas elites que manipulam o pensamento deles] nada mudará!
A saude continuará um caos...
A educação abandonada...
A cidade desordenada...
A violencia organizada...
Os ricos mai ricos...
E os pobres? Suficientemente alimentados e ludibriados pra proxima eleição.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ser o exemplo.


“Você deve ser o exemplo da mudança
que deseja ver no mundo.”
(Mahatma Ghandi)


As Pessoas criticam...
As Pessoas dizem como não deve ser...
As Pessoas dizem com o deve ser...
As Pessoas revindicam...
As Pessoas sugerem mudanças...
Mas será que essas pessoas relmente dão o exemplo da mudança que sugerem?

domingo, 13 de julho de 2008

Por você.

Às vezes uma coisa simples, talvez banal nos faz lembrar de coisas importantes. Esses dias cortei o cabelo e acabei que ficar meio que naquela expectativa de se alguém notaria, depois acabei por desistir por perceber que praticamente ninguém notara com exceção de dias pessoas. Hoje, na academia, sem esperar um professor me pergunta sobre o corte.

A princípio achei legal que alguém havia notado, depois emendei isso com outras coisas que sempre esperamos que sejam notadas, algumas pequenas atitudes, alguns feitos, algumas mudanças... Coisas que muitas vezes passam por despercebido para os outros nos desanimado a prosseguir ou a inovar. Muitos só fazem esperando o reconhecimento de outras pessoas, e assim fazem suas vidas.

E foi aí que lembrei de uma coisa importante: não devemos fazer nada para que os outros notem. Façamos por nós mesmos. Não se precisa que os outros notem pra que você faça uma boa ação, ou para que você se esforce ao máximo pra atingir uma meta, ou cortar o cabelo pensando em quem vai notar ou não... Faça pela pessoa que vale a pena, por VOCÊ!

Mude por você...
Crie por você...
Inove por você...
Faça por você!
Afinal de contas será o maior beneficiado pelo que fizer.
Se alguém notará? Sim! Uma pessoa muito importante cuja opinião deve ser a mais importante pra ti... Você!
Os outros? Bom, os outros são os outros!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Vivendo à sombra de medos.



Ok! Tenho que admitir que não sou a pessoa mais corajosa do mundo (sou até medrosa demais as vezes!). Mas uma coisa que procura fugir às vezes é dos meus medos. Tento não ser guiada por eles... Não deixar de fazer o que quero por causa deles. Imagine-se uma pessoa guiada por medos? Ir à esquina seria sua maior aventura, não? Não quero ser assim e não gosto, e acho que ninguém deveria ser. Concordo que vivemos em uma sociedade que nos inspira medo até dizer chega (e bota medo nisso), mas temos que aprender a conviver com isso... e assim vamos vivendo.

Ter medo é normal. Faz parte de uma pessoa normal sentir medo, e isso não é vergonha nenhuma. Isso faz parte do instinto de proteção que temos (afinal, viver é bom e eu gosto!), é natural e instintivo. Agora o excesso dele é que o problema. Devemos evitar o medo irracional.

Tem gente que pensa em todos os detalhes possíveis e imagináveis, todas as situações de perigo que podemos viver ou não, por mais remotas que sejam. Vivem pensando “não farei isso por que tal coisa pode acontecer”, “não vou a tal lugar porque pode ser perigoso”... E vivem uma vida de coisas que não fazem porque tem medo de que algo possa vir a acontecer ou não. Não é legal ser assim... Pense no quanto se perde, no quanto não se vive. Deprimente! Convivo com pessoas assim, e um medo que tenho é acabar igual a elas.

Se arriscar um pouquinho mais, tentar uma coisa nova, ir a um lugar diferente... deve ser de lei na vida de qualquer um. Libertar-se de uma gaiola que você mesmo criou pode não ser fácil, mas não custa tentar.

Você tem planos... Tem idéias... Tem vontades... Tem objetivos... Você tem medo! Agora pense, o medo te impedindo de realizar algo é uma coisa boa? Quando ele te limita (você se limita) a uma certa “segurança” (posição confortável ou total medo do novo e desconhecido) ele é uma coisa benigna? Claro que não! É apenas uma forma de morte lenta (e dolorosa).

Deixemos nosso medo restrito ma categoria de precaução e “preservação”, vamos ter medo de coisas reais (violência, situações específicas, bicho papão...) mas sem deixar que isso nos prejudique a vida e a sanidade mental! Deixe seu medo com medo e mostre sua cara, mostre do que você é capaz... VIVA! Ou, se preferir, viva a sombra de seus medos...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Mundo estranho...



Às vezes acho que não fui feita e educada para este mundo. Tanta coisa parece tão estranha pra mim, não me acostumo com as coisas tão comuns pra outros. Convivo com tudo desde sempre, mas internalizar os valores dessa sociedade é algo que não fiz e nem pretendo. Valores dessa sociedade não, a falta desses! Já se foi o tempo em que haviam valores a serem seguidos e todos viviam bem assim e o mundo era um lugar melhor.

Não sei, mas não me encaixo... Vejo tanta libertinagem, egoísmo, falsidade, egocentrismo, incompreensão entre outros que isso acaba por me deixar com um pé atrás. Me sinto algumas vezes como aquela mocinha da novela das 6 que de repente caiu no século XXI e tenta entender e sobreviver a tudo aqui. Não devia ser assim, ou devia?

Pessoas que não são mais de ninguém, violência gratuita, desconsideração pelo próximo, extermínio do essencial a vida, casamentos que se fazem e se desfazem sem mais nem menos, amizades que são apenas relações de interesse, confiança em outras pessoas que não existe mais, famílias que vivem em guerra, desejo incessante de se viver cada dia sem se importar com o que há de vir, total desrespeito por tudo e todos, liberdade sexual exacerbada, a inocência que não existe mais... Seriam esses os ingredientes essenciais para uma sociedade se manter?

Assim não parece que a humanidade vai muito longe, vejo um fim próximo se tudo continuar assim. Mas quem sou eu pra falar algo? Não sou perfeita, nesse circo de horrores que vivemos também contribuo, infelizmente! Dói ver o quanto isso tudo é tão real e próximo, muito mais do que se pode imaginar... Sinta apenas, e verá!

Quem sabe um dia isso tudo muda, quem sabe as pessoas voltem a confiar umas nas outras, amigos sejam amigos mesmo, o romantismo volte a existir sufocando um pouco esse sexualismo, pais e mães voltem a ser figuras de respeito e pessoas respeitadas, o medo de sair de casa passe a ser mera lembrança de um pesadelo distante, e haja novamente um lugar pras pessoas inocentes e sonhadoras por aqui... Ainda acredito numa Utopia!

Só sei que enquanto isso tudo não muda eu tento ir levando como dá...

domingo, 29 de junho de 2008

Estranho como as coisas são.



É estranho como as coisas são. Você espera que algo seja de uma certa forma e não é, se sente frustrado por isso e chateado por ter que seguir uma outra opção que não era a que você queria mas que no final das contas acabou sendo uma experiência que você levará consigo como boa. Foi exatamente isso que aconteceu comigo!

Entrei na universidade particular que estou com um sentimento de obrigação e frustração, pois eu havia tentado uma universidade publica e não havia conseguido (mas não desisti de tentar). No início, admito, sentia muita raiva e tristeza de ir para lá pois não era nem o curso muito menos a universidade que eu queria (quem estudou comigo no Normal sabe o que eu pensava de lá!). Eu era aquela menina emburrada e calada que entrava e saia da van e da sala sem muito falar e com um certo sentimento de revolta.

Conforme o tempo foi passando conheci ótimas pessoas, tive alguns excelentes professores e tinha aprendido a gostar de lá, e até do curso também. Eis que um certo dia do 3° período enquanto checava a lista de reclassificação de uma universidade Federal vi que tinha conseguido... Eu tinha finalmente conseguido e iria fazer o curso que tanto gostaria.

No inicio aquela euforia (com direito a lágrimas de felicidade) depois veio a tristeza e a preocupação. Tristeza pois quando aprendi a gostar de lá tive que sair. A preocupação é por conta do curso que ainda tenho que concluir.

Daí vejo o quanto algumas pessoas realmente acreditam em nós ou não. Quando comento sobre meus planos algumas pessoas realmente acreditam que conseguirei, vejo não só por suas palavras, mas elas demonstram isso no olhar. Outros desejam votos de boa sorte mas transmitem os votos de boa sorte, mas dizem com o olhar que não conseguirei.

Pra falar a verdade as pessoas que me desacreditam são justamente as que menos significaram pra mim nesse ano e meio que estou lá. Quem em mim acredita (e sempre acreditou, mesmo que eu não soubesse) farão falta. Com certeza levarei o que aprendi com eles.

Esse ano e meio me mostrou uma coisa: as coisas podem não ser como você queria, mas não deixe que isso te abata! Faça dessa uma experiência que valerá a pena, que com certeza valerá. Pode ser que não seja o que você realmente quer, mas com certeza você aprenderá muito e, por mais que você ache que não, deixará saudades.

Mais um ano e meio me espera, não com as mesmas pessoas, não com as mesmas correrias mas tenho o apoio de todos que preciso, de resto, o tempo dirá!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

professorALHO é o CARinha!!




É isso mesmo!!!


Nada contra a quem chama carinhosamente o(a) professor(a) de tal forma, mas debochar não! Deboche já é uma coisa chata, agora debochar do professor é prova de ignorancia total!

O professor é muito maltratado hoje pro papel tão importante que ele desemprenha. [Você não estaria lendo isso se tivesse um professor que te ensinou tal!]
é certo que muitos professores não merecem respeito, enquanto profissionais são péssimos, e vêem a educação apenas como seu ganha pão [o aluno que se dane, quero o meu no fim do mês!]. Mas há também os profissionais honrados, que estão alí porquê acreditam no que fazem e o fazem por gostar!
esses merecem respeito, e muito!

Ser professor não é nem um pouco fácil, mas é gratificante. Transmitir, auxiliar e guiar a aprendizagem das novas gerações é uma responsabilidade grande, tão grande que existe um profissional pra tal. Um profissional desvalorizado e desmotivado pela sociedade que deveria apoiá-lo e que sobrevive por seus ideais, por mais que estes estejam a beira da morte.

Agora, esse papel do professor não funciona sem a ajuda da família, pelo menos no começo da escolaridade. Mas acontece que o trabalho do professor é solitário. Solidão que o bom profissional não deixa nunca transparecer a seus alunos orque ele é guerreiro, forte e determinado. Faça chuva ou faça sol, com alunos interessados ou não, com condiçoes de trabalho ou não ele está em sua sala de aula, pronto a mais um dia na sua tentativa de construção de um novo amanha!

Bom profissional... é, esses sim marcam! Vai dizer que você nunca teve um professor maravilhoso que te marcou e mostrou tudo pela ótica que você ignorava, que mudou seu ser?? Nooossa... só de lembrar me dá saudades da escola! [rs] Analize por estes profissionais: a educação, sobretudo o professor, não merece mais respeito por parte de todos e de mais investimento??

Decidi ser professora, entre outros, porque queria ser esse tipo de professor, o que muda o aluno, o que mostra a ele outras possibilidades, outras alternativas e chances de ele pensar, questionar, interferir e ser o que quiser. É a minha maneira de tentar mudar o mundo! rs

O professor pode ser de um tudo, de doutor a maluco... mas professorALHO é o CARinha!!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Pequenos feitos.



Em uma bela noite de quarta-feira, véspera de provas finais, ao sair de uma aula para enfrentar o longo congestionamento na xérox da faculdade, eis que encontro um matemático amigo meu (super atrasado) tentando imprimir seu trabalho, que deveria ser apresentado enquanto ele estava ali. Esperamos na fila para resolver nossos assunto até que chega a vez dele.

Em uma xérox lotada de universitários preocupados com suas xeroxes e provas ninguém notou dois menininhos pequenos e tímidos que lá tentavam entrar, a não ser eu e meu amigo. Eu nada fiz, desliguei-me deles, mas meu amigo fez algo simples e ‘banal’, mas que ninguém ali se prontificou a fazer e que me chamou muito a atenção: perguntou aos meninos o que eles queriam ali (duas folhas de almaço apenas) e pediu por eles! Ele sabia que com a xérox lotada como estava, aqueles dois meninos não seriam atendidos tão cedo. Com certeza os meninos saíram dali muito mais aliviados e felizes.

Realmente é um ato simples, sem muita importância por assim dizer... talvez nem ele tenha reparado direito o que fez, deve tê-lo feito inconscientemente, mas aquele pequeno ato pra mim foi digno de admiração! (sim, admiração mesmo). Todo mundo vive correndo de um lado pra outro, vendo apenas a si e a si próprio... virou rotina.

Agora vamos imaginar se todos nós, mesmo em meio a tanta correria, parássemos as vezes pra fazer tais ‘atos sem muita importância’, o que aconteceria? Talvez tais atos fossem passados a diante, como uma espécie de corrente (ou não) de gentilezas (afinal, como dizia o Profeta, ‘Gentileza gera Gentileza!’). Bom, mesmo que tal ato apenas o deixe com uma sensação de ‘fiz algo bom à alguém’, que pode ser muito recompensadora, e tenha feito alguém mais feliz já é um grande feito!

Sabe, agente precisa disso. Tentar levar as coisas pelo ‘Gentileza gera Gentileza’, realizar pequenos grandes feitos para alguém, dar um ‘help’ quando preciso (mesmo que você não faça idéia de quem é a pessoa). Isso se perdeu, perceba: muitos preferem viver pra si e pensar nos outros quando assim for cômodo pra si próprio, do que oferecer uma ajuda por mais insignificante que esta possa parecer. Acho que por isso haja tanto ódio por aí... tanta desconsideração com tudo e todos.

Pequenos feitos são sim capazes de grandes coisas! Qual foi seu pequeno feito de hoje?

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O som do silêncio...



Já parou pra escutar o som do Silêncio?
Pra uns ele traz paz...
a outros medo...
tem gemte que acha um tédio...
e há que duvide que ele exista.
Agente vive cercado de tanto barulho que acha que o silencio é a única coisa que quer escutar. Eu pensava assim.
Escutei o silêncio, e sabe o que descobri? Descobri que pra mim ele soa como a solidão.
O som que quero ouvir não é o profundo e mortal silencio. quero ouvir uma melodia, um canto, uma onda, uma voz...
Coisas que a mim trazem uma paz que o vazio de silencio nenhum trará.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Não se fazem mais crianças como antigamente.



Tenho ouvido minha linda priminha pedindo um tênis Y pra seus pais, porque em sua escola todos tem menos ela (-“Mãe, é igual ao da Aline. Ela tem, também quero um” e danou a chorar [¬¬’]). Poxa, quando eu quis o tal tênis Y eu trabalhei [um cado, já que o tênis Y não é barato e eu sou uma professora sem carteira assinada.rs] e comprei... Não digo pra ela fazer o mesmo, já que trabalho infantil é crime [ainda]. Lembro de quando eu era criança, o muito que pedia a meus pais era R$ 1 pra comprar um Kinder Ovo, e olhe lá...

As crianças antigamente ficavam todas felizes com suas imitações da Barbie ou dos bonequinhos dos Cavaleiros do Zodíaco, passavam o dia a brincar na rua com os amiguinhos e isso tava ótimo pra eles. Elas não se preocupavam com marcas, novelas [exceto Chiquititas], não se preocupavam com festas pra ir nem com namoradinhos(as). Falo de crianças até uns 11 ou 12 anos, mais que isso hoje em dia já é adulto.

Me impressionei uma vez com a conversa de 2 alunos meus de 11 anos (‘caraca, hoje quase beijei a menina que o P ama’ ‘sério? Que legal! Porque não beijou de uma vez’ ‘porque foi sem querer, mas quase fiz isso. Quero ver quando o P descobrir! Rs’). Me impressionei com aquilo e perguntei se eles já namoravam. A resposta foi: ‘Namorar, namorar não teacher... Agente só fica!’. Não quero nem ver essas crianças com a minha idade. Se aos 11 estão assim, imagine aos 19. O que me espanta é que as vezes acho que sou mais criança que as crianças pras quais dou aula!

E não é assim só com as crianças maiores. Ano passado trabalhava com Educação Infantil, e me assustava com cada coisa que as criancinhas de Pré e CA falavam [e acredite, elas sabem muito bem o que estão falando!]. A inocência das criancinhas foi pras cucuias, elas agora saem da primeira infância diretamente pra adolescência.

A coisa ta feia. Os meninos querem andar como surfistas mirins, e as meninas como a Barbie [o mais Paty possível!], e detalhe as roupas tem que ser das marcas X, Y e Z senão não servem. As crianças mais avançadinhas proclamam em seus MSN’s, Orkuts e apelidos o quanto são ‘gostosas’, ‘perfeitas’, ‘invejadas’... Fora as músicas! Antes uma menina [ou menino também!] ouvia Xuxa ou Eliana aos 10 anos, hoje os ídolos são as Pussycat Dols, Britney, Snoop Dog... e no mais leve, RBD. Elas sabem todas as letras e seus significados, praticam e vivem isso. Pra mim, deprimente!

Acho que eu parei no tempo e não acompanhei as mudanças do mundo, ou o mundo que está fazendo as crianças virarem... Talvez por eu ter vivido uma coisa de cada vez, ter feito coisas de criança quando eu era criança. Só sei que não deveria ser assim. Crianças deveriam ser crianças, adolescentes, adolescentes, e adultos voltarem a ser crianças quando necessário.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

País da verdade de cada um.



Ontem na aula de Didática a professora falou que antes da ditadura vivíamos em um país de verdades universais, e que no pós ditadura viramos um país de verdades de cada um. Realmente, hoje o que mais importa pra cada um é estar certo e a opinião do outro que se dane [o outro não sou eu mesmo...]!

As ‘Verdades’ pessoais se tornam verdades universais quando assim interresam, passando por cima de tudo e todos. Nesse passar por cima de tudo muita coisa, coisas que realmente importam, acabam atropeladas por isso. A cada nova verdade que surge frente a tantas outras só gera mais conflito... e de conflito em conflito se vive hoje.

Essa necessidade das pessoas de sempre estarem certas independentes da situação me irrita. Ninguém abre mão do seu direito de estar certo (mesmo estando errado). Verdades se tornam mentiras e mentiras verdades. E quem perde por isso? Nós mesmos e que nos cerca! Não acho que se tenha o que ganhar impondo sua verdade sobre os outros, outorgando sua opinião e menosprezando a pessoa do seu lado.

O Brasil é um dos países que mais tem leis, e pra que elas servem? Criarem uma sociedade mais justa e igualitária? Não meu caro, pra ajudar as pessoas a impor suas próprias verdades legalmente. Processos e mais processos são criados pra satisfazer os caprichos das pessoas de estarem certas [e pra elas se sentirem recompensadas financeiramente por tal! Afinal, nada é mais importante hoje em dia que dinheiro, não é?].

Ok, vou então agir com reciprocidade a esse mundo! Imporei minhas verdades, que por serem minhas e beneficiarem a mim são as melhores verdades existentes, e mostrarei ao mundo o quão cego ele é! Umas amizades perdidas, olhares frios e pessoas falsas ao meu redor é um preço baixo a se pagar por isso... Afinal, estou certa, não? E ai de quem tentar sobrepujar minha verdade, será humilhado e reduzido a categoria de nada. Legal viver assim, né? Cria-se sua própria verdade para se convencer alguém, passasse a acreditar nessa verdade fervorosamente e a partir daí surgem brigas e discussões desnecessárias, que um simples ‘Me desculpe, eu errei!’ evitaria.

Admitir o erro é difícil... muito difícil! Quem o faz pra mim é digno de admiração, pena que são poucas pessoas. O ser humano é passivo ao erro, mas se esquece... Prefere viver pela filosofia do ‘errar não é humano, depende de quem erra’. O próprio erro nunca é admito, ele vira uma verdade frente ao outro... o verbo se tornou ‘eu NÃO erro, tu erras, ele erra...’. Erros que tendem a se transformar em verdades, e de tal gerarem o caos em que vivemos.

Acho que sou uma pessoa perdida nesse mundo de hoje, uma que ainda vive naquela das verdades universais, sabe? Quem sabe me encontro por aí um dia... Quem sabe esse mundo muda, ou mudo eu...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Bate no peito e diz que é BRASILEIRO!



É, brasileiro, ta na hora de mostrar sua cara!
Uma coisa que acho muito estranho é como o brasileiro só mostra seu nacionalismo na Copa do Mundo e olhe lá!
Um brasileiro não sente orgulho de tal...
Um brasileiro não defende seu país...
Um brasileiro não luta pelo Brasil...

Pra ele tudo já está perdido, sempre esteve... Afinal, o Brasil é um país fadado ao fracasso pelo seu próprio povo!

Os filhos da nação do mal [ =EUA] por mais dominador e aniquilador que seja seu país, acima de tudo são Americanos, e com muito orgulho! E eles não precisam achar que seu país não tem problemas, eles apenas acreditam que enquanto nação podem sempre buscar ser o melhor. A ótica adotada por eles é a de superioridade de seu país, se eles não acreditassem tanto em seu país não seriam hoje a superpotência que são. Eles assim construíram seu país desde sempre.

Israelenses... Afegãos... Iraquianos... Espanhóis... Colombianos... Argentinos... Alemães... e tantos outros defendem suas pátrias, lutam por elas, morrem por elas!
Esses sim batem no peito e dizem com orgulho que moram em seus países!
Desde crianças esse sentimento de amor e devoção é transmitido... inserido na cabeça dessas crianças!Aqui como é?

Na escola aprendemos a respeitar nosso país, conhecemos um pouco sobre ele, alguns feitos, um pouco de realidade e etc .
Mas tudo isso é mero formalismo. Não vejo um livro didático, um professor que passe ao aluno o sentimento de identidade nacional que supostamente deveria existir.
Ninguém diz a nossas crianças "Somos o país do futuro" por que ninguém acredita.
Esse circulo de descrença no Brasil acaba se estendendo ao brasileiro... e acaba que ninguém mais acha que algo pode ser feito, ninguém mais se lembra que é o povo que faz seu país e assim como ele o faz ele pode refazer-lo! Podemos não ter a melhor história do mundo dobre nossa colonização até os dias de hoje, mas não precisamos perpetuar isso pelo futuro a fora também. Não precisamos ter vergonha de sermos brasileiro, temor que ter vergonha dos brasileiros que nos tornamos!

Um país é a imagem e semelhança de seu povo... e basta o povo querer que ele pode mudar! Não é fácil, mas também não é impossível. Mas povo que deveria lutar por seus ideais, por seu país é um povo que se deixou conformar e alienar... é o povo que se o Brasil ta na copa, ta ótimo, ... é mesmo que pensa que isso tudo já era, pois todos os políticos são ladrões miseráveis. É assim que querem (mídias e elites) que o povo veja, é assim que ele vê. Enquanto o interesse de uns é preservado está tudo maravilhoso.

Ta na hora desse Povo acordar e ver que se ele quiser isso muda, que ele não é obrigado a deixar que isso siga como está. O povo tem o poder, falta saber como usá-lo. Queria ver o dia em que todos acordassem e colocassem a 'mão na massa' e moldassem esse país... Transformassem ele em um país de verdade, um país digno de todos... Um país de todos e pra todos!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Vivemos esperando...



“Vivemos esperando o dia em que seremos melhores, melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo”. E de esperas vamos vivendo! Espera-se o dia em que se tornaremos pessoas melhores porquê se espera que o outro mude antes de você mudar. ‘Por que eu tenho que ser diferente quando todos são iguais?’ Você não é fulano, não é cicrano... Você é você e tudo o que você é depende única e exclusivamente de você!
A maior desculpa pra não se realizar algo é a inexistente dependência do outro para tal... e dessa incoerente afirmativa se constrói o mundo em que estamos!

“É difícil tentar ser uma pessoa melhor nesse mundo em que cão come cão!”
“Como posso mudar minha atitude se o meu próximo não muda a dele?”
“Não adianta lutar pelo que a maioria não quer.”
“Fazer algo pra reverter a situação em que nos encontramos é difícil, pois isso dependeria e todos e não só de um...”


“Uma jornada começa sempre com o primeiro passo”, mas por que dar o bendito primeiro passo parece tão difícil? Por que tentar mudar o caminho parece tão difícil? Porque mudar de postura parece algo inatingível?

Pensar num novo caminho, novo objetivo ou sonho é fácil... Lutar por este é que parece o impossível! É o de sempre... Só se fala e nada se faz, em todos os sentidos, em tudo! Seja na política, escola, hospitais, amigos ou família. Nada se faz, nada se busca, apenas se espera... Espera-se a solução pronta e acabada, vinda dos céus diretamente para a mão de quem a espera!

“Tudo pode ser, se quiser será” (é, Xuxa! Mas se liga na letra e não em quem canta!) as coisas são como queremos e permitimos... Nada é o que é por mero acaso do destino. Basta se querer que pode se tornar possível! Se quiser será... Querer não de bracinhos cruzadinhos sentadinho na poltroninha da sala vendo a ‘Sessão da Tarde’. Esse é aquele querer que implica no fazer!

Toda ação tem sua reação... Promova a ação e aprecie sua reação!

sábado, 24 de maio de 2008

Tire as vendas e veja além!




É tão mais fácil se limitar a ver o que está na cara... ler nas entrelinhas, ver o que esrá por traz de tudo é que é o dificil!
A maioria das pessoas [praticamente todas!] se limitam a apenas isso, ver o que está na sua frente e acreditar naquilo sem ao menos se questionar sobre ou pensar sobre o que está vendo...
Viu na tv...
Viu no Jornal...
Viu na Internet...
Ouviu no radio...
Viu, ouviu, viu...

e fica nisso, não busca ir além! As pessoas se limitam a usar as viseiras que lhes foram colocadas [principalmente pela mídia] e a não questionar ou pensar sobre nada.
A informação pronta, pensada por eles, é a única verdade absoluta.. e assim eles vão vivendo em seu mundinho de ignorancia, cercados de falsas verdades e iludidos com o mundo!
Um mundo de alienados e de bestializados!


domingo, 18 de maio de 2008

EU SEI, MAS NÃO DEVIA



EU SEI, MAS NÃO DEVIA

Marina Colasanti



Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.



A gente se acostuma a morar em

apartamento de fundos e a não ter outra vista

que não as janelas ao redor. E porque não

tem vista, logo se acostuma a não olhar para

fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma

a não abrir de todo as cortinas. E porque

não abre as cortinas, logo se acostuma a

acender mais cedo a luz. E porque à medida

que se acostuma, esquece o sol, esquece o

ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de

manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está

atrasado. A ler jornal no ônibus porque não

pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches

porque já é noite. A cochilar no ônibus

porque está cansado. A deitar cedo e dormir

pesado sem ter vivido o dia. A gente se

acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra
.

E aceitando a guerra, aceita os mortos e

que haja números para os mortos. E aceitando

os números, aceita não acreditar nas negociações

de paz. E aceitando as negociações

de paz, aceitar ler todo dia de guerra,

dos números da longa duração. A gente se

acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no

telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as

pessoas sem receber um sorriso de volta. A

ser ignorado quando precisava tanto ser visto.


A gente se acostuma a pagar por tudo o

que deseja e o que necessita. E a lutar para

ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar

menos do que precisa. E a fazer fila para pagar.

E a pagar mais do que as coisas valem. E

a saber que cada vez pagará mais. E a procurar

mais trabalho, para ganhar mais dinheiro,

para ter com o que pagar nas filas em que se

cobra.

A gente se acostuma a andar na

rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver

anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais.

A ir ao cinema, a engolir publicidade.

A ser instigado, conduzido, desnorteado,

lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À

luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que

os olhos levam na luz natural. Às besteiras

das músicas, às bactérias da água potável. À

contaminação da água do mar. À luta. À lenta

morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos,

a não colher frutas do pé, a não ter

sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais,

para não sofrer
. Em doses pequenas,

tentando não perceber, vai afastando uma dor

aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.

Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira

fila e torce um pouco o pescoço. Se a

praia está contaminada, a gente só molha os

pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho

está duro, a gente se consola pensando no

fim de semana. E se no fim de semana não há

muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e

ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A

gente se acostuma para não se ralar na aspereza,

para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas,

sangramentos, para esquivar-se da faca e da

baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a

vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de

tanto se acostumar, se perde de si mesma.



[Não se deixe acostumar!]

quarta-feira, 7 de maio de 2008

O que torna o ser humano um idiota?



Bom, uma das coisas com certeza é a sua incapacidade de ser gentil e amigável como a maioria dos animais [sim! Um cachorro é mais amigável que um humano!]...
O q me deixa mais indignada nisso?
É a falsidade com a qual as pessoas se tratam!!! Precisa de você: querida(o)
Não precisa: vai se danar!

Achou familiar?
Isso ñ posso generalizar..
(pois a maioria das pessoas não é assim 100%)
Mas quem é assim com certeza tem sérios problemas...
Por quê? Bom, porque uma hora as pessoas descobrem que você é assim...
E o q acontece?
Você acaba sozinho e abandonado!
Ainda vai dizer que não sabe porquê isso aconteceu com você, uma pessoa tão legal com todos!!
Só que com certeza o fato de ter tratado mal as pessoas com certeza nem mesmo será lembrado...

Não estou sugerindo que se crie um mundo ideal onde todos se tratem bem!
Isso é uma utopia! Impossível!
A única coisa que penso ser interessante é uma pequena revolução interna, dentro de cada um... Reavaliar suas atitudes para com o próximo e consigo mesmo!
Talvez haja resultado... Talvez esteja sendo otimista....
Não sei... Prefiro acreditar que daria certo! Por quê não?

(Exteriorização de parte das minhas revoltas com a sociedade mesquinha em que vivemos...)

domingo, 4 de maio de 2008

Brasil, um país sem educação.



Há de se admitir que o Brasil não é um país voltado pra educação. Muito se fala, muito se critica, muito se opina e nada muda. Está tudo errado, do investimento destinado à educação aos prédios escolares. Quem tem vontade de estudar num local que se parece com uma prisão? Pois é assim que são as instituições de ensino público por aqui. Nossas escolas estaduais e municipais, por exemplo, não conheço uma que não seja repleta de grades. E pra piorar, além de grades, muitas escolas são tão mal conservadas que chegam a parecer calabouços as salas de aula.

É difícil encontrar uma escola pública (pra não dizer raro!) uma escola que funcione satisfatoriamente. Em geral bibliotecas estão fechadas e desatualizadas, os laboratórios de informática desativados, as salas de aula em estado de miséria e abarrotadas de alunos até o teto, professores insatisfeitos, alunos desinteressados...

O que falta na educação? Creio que desde investimentos suficientes até profissionais que realmente entendam o que é lidar com algo tão importante. A Educação Básica está abandonada, justamente onde mais se deveria investir menos se investe. Resultado: alunos semi-analfabetos ou analfabetos funcionais se formando. Para se reduzir níveis de repetência e evasão escolar adotou-se o sistema de aprovação automáticas e de ciclos, o que desestimula mais ainda o aluno a estudar (uma vez que este só o faz para ganhar nota e ‘passar de ano’).

Às vezes me pergunto, o povo brasileiro está preparado pra estudar e aprender? Aprender mesmo, não para uma prova, mas para sua vida... Aprender por gostar. Muitas vezes acho que não. Aprender virou sinônimo de decorar, saber ‘de cor’ é saber sem aprender. Pouquíssimas pessoas vão à escola com o intuito de aprender, com vontade de saber mais, com curiosidade sobre as coisas que as cercam. Não acho que seja necessário ir à escola pra aprender, se tornar uma pessoa instruída e pensante, é perfeitamente possível ser assim sem nunca ter pisado em uma escola, mas a escola tecnicamente existe pra isso e não cumpre seu papel, devido a uma série de fatores que vão desde os alunos desinteressados até professores desacreditados.

Encaro a escola hoje (e sempre) como um instrumento de dominação da elite dominante, um lugar onde se aprende a ser o cidadão que eles querem que você seja, é o local onde você aprende a se encaixar nessa sociedade injusta que vivemos e a achar isso perfeitamente normal e imutável. É triste pra mim enquanto professora dizer isso, mas é assim que é, assim que foi, e possivelmente assim que será.

Dentro da educação poucos são os que realmente fazem a diferença e rompem com esse vinculo de dominação imposto pela sociedade. Minha meta é fazer parte desse grupo, por isso quis ser professora. Mudar as coisas não é fácil, tentar mudá-las pode ser arriscado... Mas permitir que as coisas continuem como estão é deixar que o brasileiro assine seu diploma com o polegar eternamente. A mudança não será nem hoje nem amanhã, mas ela precisa começar. O Brasil ainda tem muito o que aprender!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Mais uma Quarta-feira...



Mais uma quarta-feira, mais um dia rotineiro, um dia de chuva e sem nem uma graça em especial. Eu em meu trajeto matinal Austin - Queimados como sempre, desligada da vida por estar acostumada a essa rotina. Eis que no trajeto de volta, ao entrar no trem (de ar condicionado, diga-se de passagem), uma menininha sozinha senta ao meu lado. Ela não devia ter mais que 8 anos e estava sozinha (sim, uma menina de 8 anos sozinha no trem as 10 e 45 da manhã!) e aparentava sua baixa renda com seus cabelinhos crespos escondidos no capuz de seu velho casaquinho. Em suas mãos uma caixa velha de sapatos envolta por muitas sacolas plásticas de mercado e um encarte de classificados automobilísticos do jornal Meia Hora que ela encontrou pela estação do trem.

Durante os primeiros 2 minutos da viajem (que leva 5 minutos até Austin) ela nada disse. Eu a observava. Ela estava entretida olhando as fotos de carros. De repente ela cutuca o meu braço, como se eu fosse uma pessoa conhecida, e pergunta “você não tem uma caneta aí, não?”. Não esperava a pergunta vinda dela com tanta intimidade comigo (uma pessoa que ela nunca viu na vida!). Respondi que não, realmente não tinha uma caneta na mochila, mas se a tivesse eu daria a ela (me simpatizei por ela). Depois disso me calei e pensei o que faria ela ali sozinha, onde estariam seus pais, por que ela não estava na escola...

Um pouco depois ela me perguntou sobre o preço dos carros e passamos a falar disso... Comparando os carros e seus preços como se fossemos comprar-los. A estação de Austin chegou e me despedi dela com um simples ‘To indo, tchau!’. Ela nada disse, continuava entretida com os carros do jornal.

Pareceu-me injusto demais aquela criança ali, ao meu lado, naquela composição com destino ao terminal Central do Brasil. Aquela caixa, no seu colo agora, me intrigava. Será que ela estava ali para vender algo? Quem anda de trem sabe que se encontra de tudo pra se comprar ali, e com as mais variadas pessoas, de cegos a crianças de 8 anos de idade (ou menos!). Se ela estava ali para vender algo, realmente a situação de sua família é péssima. Isso não se faz com uma criança! E nessas horas me pergunto onde está o Estado e suas políticas para geração de empregos e qualidade de vida? Cadê o Bolsa Miséria, digo Família, que tem por uma de suas finalidades manter a criança na escola para que ela não precise trabalhar pra sustentar sua família? Cadê o conselho tutelar que deveria proteger essa criança? E o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA!!!) que dá muitos direitos e protege excessivamente as crianças erradas?

No que depender deles nada, NADA mesmo vai mudar. Mais vale mais criancinhas ‘pobrinhas’ com ‘familinhas pobrinhas’, para que no ano da eleição o candidato distribua cestas básicas em seus centros sociais (que só funcionam no período eleitoral) e prometa que a situação vai mudar, pois com ele será diferente, do que investir realmente em políticas públicas que possam tentar melhorar a situação da população.

Investir na população é perigoso, com boas escolas, empregos e situações dignas de vida o povo vai poder pensar. Povo que pensa, povo que questiona. Que governante quer ser questionado por seu povo? Enquanto o povo usar uma viseira (igual aquelas que o carroceiro coloca no cavalo para que olhe apenas pra onde o carroceiro quer) está tudo certo! Pode-se desviar verbas, maquiar problemas, comprar votos... continuar levando as coisas no quem mais tem mais pode, e quem não pode aceitar a vida que tem e ir feliz comer por R$ 1 e assistir o Faustão depois do jogo do Mengão. O 'pão e circo' ainda está aí... Nunca deixou de estar! Assim a vida vai... Até quando menininhas de 8 anos terão que trabalhar para a subsistência de suas famílias?

quarta-feira, 30 de abril de 2008