5 minutos.

Enquanto a água para o café não ferve, decidi aparecer aqui. Pra variar, só decido escrever quando não tenho tempo. Hoje é um desses dias. Mas ter ou não tempo é uma coisa relativa, varia, e muitas vezes tem-se mais tempo para o que não se quer, do que para o que realmente se quer. Passo muito tempo sozinha, e percebo que não sei administrar o tempo que tenho, embora eu sempre arrume tempo para coisas/pessoas que quero, a custo de me 'esfolar' depois para recuperar o tempo que deveria ser de outra coisa. Tempo é uma coisa que me deixa estarrecida algumas vezes... Queria entender por quê falta. As vezes tudo o que se precisa são de 5 minutinhos, mas esses 5 minutos não existem. Isso cansa. Cansaço vai muito além do simples corpo físico. Ando cansada de muita coisa, e as vezes não sei como reverter situações. Aprendi a calar, a ser menos notada e a não interferir... difícil ir contra isso depois de institucionalizado. As vezes quando estou cabisbaixa e alguém pergunta o que houve respondo com um simples 'cansaço'. Não é mentira, mas não denota o que realmente é. Sei lá, as vezes acho que tudo o que falo é meio sem sentido, ou não tão grande quanto imagino... mas ainda não sei como desfazer. Uma hora vai.
Agora vou lá que meu café me espera. Servido?

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Falar é uma coisa tão estranha... Acho que até hoje não aprendi a fazer isso de maneira eficiente. A comunicação é baseada em 'enunciador', 'receptor' e a ''mensagem'... as vezes falho miseravelmente nisso, mas deixemos os esquemas da Linguística de lado. Falar é uma coisa estranha... Sei lá... é como diz uma música do Lulu Santos que estou ouvindo agora "tem certas coisas que não sei dizer", o que no meu caso, são muitas coisas.
Falar é uma coisa estranha... assusta. É, tenho certo medo de falar. Vejo tanta gente martirizada pelo que fala que tenho medo de acontecer o mesmo... ou então de não ser escutado, por ser irrelevante a todos. Sei lá, mas as vezes parece que nada do que eu falo interessa às pessoas.
Falar é uma coisa estranha... as vezes sem intenção se magoa ou se fala a maior asneira. Muitas coisas ditas sem intenção são motivos para crucificações.
Falar é uma coisa estranhíssima... mas acho que está na hora de eu parar um pouco com o silêncio e começar a soltar algum ruído... aprender a falar.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Acho que já escrevi sobre medo... mas vou escrever de novo. O medo é uma coisa muito interessante. Neste momento mesmo estou com medo de um professor, medo de não estudar com ele, medo de estudar com outro professor, fora outros medos mais pessoais. É incrível de que forma o medo afeta. Também to com medo da vacina H1N1. O medo paralisa legal. É interessante como ele guia, como ele cala e como ele faz agir. Não que medo seja ruim, não enfrentar o medo é que não é bom. Mas e quando há medo de enfrentar o medo?
Eu tenho problemas sérios! Alguém sabe onde posso tomar uma vacina de coragem antes da de H1N1??
rsrs

sábado, 17 de abril de 2010

Just another day [2]

Esse post é um [2], pois há outro com mesmo título. O [1] não vai estar aqui. Hoje to de lua e não quero que saibam como me sinto. Se um dia tiver coragem conto as pessoas como me senti num dia que seria muito especial pra mim. Mas esse dia ainda não aconteceu, embora a tristeza anteceda ele.
Segunda-feira me formo na minha primeira graduação. Em tese, um dia muito feliz... Vai que é mesmo?

quinta-feira, 11 de março de 2010

Se nada der certo, farei História.

Há algum tempo atrás, ao se escolher uma carreira muitos pensavam: "se nada der certo, viro professor". Isso hoje já é meio fora de moda, embora muitos ainda escolham o magistério por motivos que nem eles mesmos sabem. Eu mesma escolhi ser porfessora por quê... Bom, família de professores, e nada mais me pintou em mente.
Na hora de escolher o curso universitário diversas opções passaram pela minha cabeça (de Oceanografia até Biologia), mas me encantei por ela, a História. Apesar de muita gente não acreditar eu quis fazer história sim, e quis fazer na universidade em que estou (UFRRJ-IM [nada melhor que uma federal na esquina de casa]). Pelas idas e vindas da vida acabei começando primeiro Letras-Inglês numa particular, apesar de nunca ter gostado de gramática [em nenhum idioma!]. Mas não desisti da Hsitória, tanto é que lá estou. Recém formada em Letras, prestes a começar o quarto período de História e observando os vestibulandos (ou "enendulandos") e os próprios colegas historiadores.
Hoje (na verdade já tem um tempo) percebo que muitos dos que fazem história estão alí porque não passaram nos cursos que queriam. Sonhavam com Direito, Nutrição, Engenharia, Medicina... e acabaram em história. Ontem mesmo estava conversando com uma colega sobre o ENEM e ele me perguntou "Como é História? É difícil? Se eu não passar para o que quero (Teoria do Teatro) vou fazer História mesmo."
Quando estava no Curso Normal observava que quem não passava para o que queria acabava fazendo Pedagogia, no caso das normalistas, ou Letras. Hoje to vendo que a tendência de Letras ta diminuindo, e a geração de "jovens inteligentes" está escolhendo história como salvaguarda em caso de vestibular mal sucedido. Minha própria turma em História, muitos não queriam, mas acabaram alí, em história... e na Rural.
Acho que isso acaba por desmotivar os raros infantes realmente amantes da história, que logo serão uma espécie em extinção. E viva à segunda opção no vestibular.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Rancor: tá aí uma coisa que as vezes me assusta. Não serei hipócrita de dizer que nunca guardei rancor, mas a ponto de iniciar uma guerrinha pessoal e invisível já é um pouco demais. A vida anda, as coisas mudam, pessoas vêm e vão, então pra quê guardar tanta raiva? As vezes parece que, para alguns, a felicidade alheia já é ótimo motivo para odiar o outro e apontar os defeitos deste, esquecendo que, muitas vezes, são os seus próprios não que lhe fazem bem. Vai entender a mente alheia! rs

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Uma coisa sobre acreditar.

Acreditar. Coisa que alguns sabem fazer muito bem. Acreditar em tudo: mudanças, atitudes, sonhos, pessoas... acreditar é um coisa muito legal, quando se sabe no que acreditar. Quando não se sabe, passa a ser uma pequena fonte de decepção. Acreditar é algo fácil, mas se você é tolo, acaba acreditando em coisas impossíveis. Não estou dizendo que acreditar no impossível é ruim. Não, muitas vezes acreditar no impossível é o que impulsiona grandes coisas, mas depende do impossível. Troquemos a palavra então: impossível por irreal. Esse sim é perigoso. Contagia com suas possibilidades, cegando, as vezes, para a realidade. Ahh, o irreal as vezes é tão doce... principalmente quando alguém te faz acreditar nele. o perigo reside quando a realidade bate a porta. E tem gente que vê um enorme prazer quando esta se apresenta a alguém, lhe esvaindo as esperanças. Não vou me alongar mais do que isto, mas acho que cheguei uma conclusão: acreditar é para os fortes e sábios, e ai do tolo que arriscar a acreditar, pois corre o risco de se arrepender.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

2010

Até que voltei bem antes do que eu imaginava... Mas é que toda esta época de início de ano e "resoluções de ano novo" me fazem pensar. Até que enfim 1010 começou [o paradoxo é que na faculdade o ano letivo ainda é 2009.2... vai entender.]. É momento de festa, alegria, bebedeira [menos pra mim. Álcool fail], e promessas. Não entendo tantas promessas feitas num único dia, que são esquecidas nos outros 364 dias do ano. Sinceramente, vai gostar de prometer assim lá no raio que o parta do Himalaia.

Não é época de prometer. está na hora de começar a pensar no que fazer, e realmente fazer. Promessas vans... aff. Se todo mundo perdesse menos tempo prometendo e mais agindo as coisas não estariam assim. [Eu mesma, prometi fazer um resumo pra amanhã... fazer é outra história].
Fazer é uma coisa interessante. Fazer as vezes faz a diferença. Reparou que certas coisinhas, por mais bobas que possam parecer, quando não são feitas fazem falta. Ôoo, e que falta. Simples ações contam muito as vezes... Muito mais que qualquer promessa.
2010: O ano da ação [fogos, luzes e tambores rufando]. Que tal tentar?

Só pra não dizer que não fiz promessas de Ano Novo:
Em 2010 prometo ser uma aluna mais dedicada, uma pessoa menos tímida e mais comunicativa, me exercitar com maior freqüencia, ser uma pessoa menos boazinha com todo mundo, ser menos prestativa com quem precisa, fazer o bem sem olhar a quem [eita, paradoxo a vista], ser menos autoritária, e uma professora mais rígida.

Eeeee! Promessas feitas! (esperam sentados que se realizem. Rá!)

Agora sério: Que 2010 seja maravilhosoooo!
E um viva ao ano da Colheita Feliz!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010