Blablablas e mimimis

Eu comecei a me interessar por política desde cedo. Minha mãe nunca foi o tipo de mulher de gostar de ficar vendo programa de dona de casa, ou novelas. As conversas dela dentro de casa sempre foram politizadas, e eu cresci acostumada com isso. Com o tempo descobri que não era assim em todas as casas, e que as pessoas preferiam ver programas de comédia vulgar e barata, ou novelas, a perder meia hora que fosse ouvindo o telejornal ou lendo um jornal. Quando criança eu escutava meus pais conversando, e as vezes reproduzia isso em meu cotidiano, com coleguinhas, brincadeiras ou desenhos (Lembro-me de um que era o FHC com um nariz de Pinóquio nadando em muito dinheiro, rs). Na minha adolescência mantive a postura, e, principalmente em época de eleição, conversava muito sobre isso, e militava para os candidatos que meus pais votariam, defendendo com unhas e dentes. No Ensino Médio, estudando Sociologia e Filosofia descobri que minhas ideias políticas eram de esquerda, e gostei disso. Achei uma coisa bem certa, afinal visa ajudar mais a quem tem menos, e ajudar menos a quem tem mais, algo que eu já tinha visto na Igreja, e que me foi ensinado que era o certo. Aprendi sobre esquerda e direita, modelos políticos, ideologias, e pude moldar um pouco mais meu pensamento, que foi se definindo cada vez mais, sobretudo com a universidade, onde podia, enfim, discutir com outras pessoas sobre isso livremente e militar a favor de minhas causas.
Depois que saí do âmbito universitário, me lembrei do que sabia quando criança e esqueci: as pessoas não se informam sobre política. Passeia viver em outros círculos, ter outros amigos, conviver com outras pessoas. Mas nunca é uma vivência completa pois, normalmente não me interesso muito por humor barato, ou novela, ou futebol, ou sair por aí me embebedando e pegando qualquer um. E da mesma forma, meus amigos e afins não se interessam por política e outros assunto que me interessam. Não se interessar é até gentil, alguns tem verdadeiro asco da temática. Não sou bem vinda  ou vista quando toco no assunto. Hoje, inclusive, fui ofendida por isso.
Sei que as vezes exagero, sobretudo quando o assunto é defender meu candidato, mas eu não consigo entender como as pessoas podem não ter um mínio de interesse por algo que influencia a vida deles diretamente. Deixam ao Deus dará e depois reclamam de como a coisa está. Como você pode reclamar de algo que você não dá a mínima? Eu ão entende, e não falo muito quando estou perto de pessoas que eu gosto, pois eu tenho que escolher manter as amizades e algo de paciência comigo, ou falar o que penso, o que eu acredito.
É chato ser a chata do grupo, mas é isso que eu sou.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

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