Petralha, com muito orgulho, e peço apenas seu respeito.

Publiquei isso no meu facebook, mas achei relevante publicar aqui também:

Ao longo da semana vi mais de um amigo de Facebook (ou amigo mesmo) desabafando sobre a "perseguição" que sofre por votar e defender seu voto em Dilma. Decidi fazer o mesmo pois isto já é algo que me incomoda há muito tempo. Quem me conhece de outros tempo sabe como sou com política, em especial nas eleições quando acredito em um candidato, e nunca tive grandes problemas como venho tendo este ano. Não que não houvessem desavenças, mas este ano a postura de ódio ou de incômodo por minhas palavras por parte de alguns excedeu os limites. Já fui ridicularizada e minimizada, e até hostilizada mais de uma vez, tanto por colegas de trabalho, quanto por amigos.
Hoje vi um amigo reclamando sobre a postura de seus alunos com eles, e nisso, por sorte minha, não tenho do que me preocupar, pois quando falo sobre política ou justifico o motivo do meu voto para meus alunos é um dos raros momentos que eles fazem silêncio e se interessam no que falo (coisa que não fazem nem na chamada, muito menos quando estou tentando explicar a matéria). Na contramão, alguns colegas de trabalho e amigos não levam o que falo em consideração, ou pior, nem respeitam minha opinião e ideologia, me respondendo as vezes de maneira muito agressiva. Alguns amigos em redes sociais reagem a isso de maneira menos agressiva, preferindo parar de seguir minhas atualizações para ignorar o que digo ou penso. Apesar de me chatear um pouco, é "compreensível". O que realmente é difícil de entender são pessoas que chegam de maneira grosseira ou rude, respondendo a mim e a minhas preferências políticas de maneira agressiva, desnecessária. 
É difícil de entender, sobretudo quando são pessoas mais próximas a você do que meros colegas de trabalho. Eu discordo de quem tem uma opinião divergente e apoia o Aécio, e por várias vezes já discuti na internet ou pessoalmente, mas sempre mantendo o limite da civilidade, e buscando entender que para além da política eu tenho uma vivência com a pessoa, e isso que é o mais importante. Até mesmo com os que são meros amigos de internet, pouco conhecidos, tento respeitar, preferindo parar de responder a discussão se percebo que são sairá boa coisa dali. As pessoas tomaram raiva da política que veem pela TV, e querem descontar esta raiva em qualquer um que seja politizado ou se interesse por isso, sobretudo se esta pessoa for pró Dilma ou petista.
Meus colegas de trabalho eu também não entendo. Passam o ano reclamando de baixos salários, da meritocracia e da desvalorização, e apoiam um candidato como Aécio, que provou que é justamente o que lutamos contra. E não adianta saber que não sabiam. Lembro de uma greve do Rio que coincidiu com uma de Minas, e me lembro de como todos odiavam o governador Aécio até aqui no Rio, e de como ele havia sido péssimo para a educação de lá, e de como os professores de lá perderam feio a greve. Mas esses meus colegas que defendem esse candidato tem memória curta e seletiva, e se lembram apenas do lado ""bom"" que a mídia mostra dele.
É difícil, e as vezes dá vontade de desistir de tudo o que acredito e levar uma vida miserável sem meus ideais. mas ainda não chegou esse dia. Então, se você não gosta que falem de política, não gosta de petistas, não gosta de esquerdistas, e não quer nada disso em sua timeline, desfaça sua amizade comigo no Facebook, e quando estivermos juntos, não converse de política comigo. Sou esquerdista, sou simpatizante do PT, sou professora, e sigo na luta enquanto puder.

Eu escolhi petralhar por um modelo de país que acho que está dando certo.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

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